O Brasil registrou 28 milhões de fraudes envolvendo o Pix entre janeiro e setembro de 2025. Diante disso, este número alarmante reflete uma realidade cada vez mais presente na vida dos brasileiros: de fato, proteger-se contra golpes no Pix deixou de ser uma dúvida secundária e passou a ser uma necessidade urgente de segurança financeira.
Conforme dados da Associação de Defesa de Dados Pessoais e do Consumidor (ADDP), golpes financeiros representam 47% de todas as fraudes digitais registradas no país. Portanto, aprender como evitar essas fraudes não é apenas importante — é fundamental para proteger seu patrimônio e o de sua família.
Assim, neste guia completo, você descobrirá 6 dicas essenciais respaldadas pelas regras de segurança do Banco Central, entenderá os 7 tipos principais de fraudes que afetam usuários em 2025 e aprenderá o passo a passo para recuperar seu dinheiro em caso de roubo. Além disso, exploraremos desde os mecanismos de proteção oficiais até técnicas de engenharia social usadas por criminosos para aplicar golpes no Pix com eficiência.
⚡ Quer Proteger Seu Pix Agora? Confira Nossas 6 Boas Práticas Imediatas para evitar Golpes no Pix
Neste artigo, você vai encontrar:
- 7 tipos principais de fraudes Pix em 2025 (e como identificá-los rapidamente)
- As novas regras de segurança do Banco Central (Resolução BCB 147/2021)
- Como usar o Botão de Contestação (MED) para recuperar dinheiro
- Verificações práticas antes de confirmar cada transferência
- Passo a passo completo se você sofrer uma fraude
- Checklist de segurança para sua tranquilidade
Portanto, continue a leitura para dominar a segurança do Pix e proteger sua tranquilidade financeira!
⚠️ Os 7 Tipos Mais Perigosos de Golpes no Pix em 2025
Entendendo a Sofisticação dos Crimes Digitais para Golpes no Pix
As fraudes envolvendo Pix evoluíram significativamente em 2025. Isso ocorre porque, diferentemente de anos anteriores, os criminosos agora organizam-se em quadrilhas estruturadas e utilizam inteligência artificial e deepfakes para incrementar suas táticas de enganação. Nesse sentido, conforme estudo da ADDP, o que antes era pontual transformou-se em uma indústria estruturada do crime digital focada em transferências fraudulentas.
Portanto, compreender cada tipo de fraude tornou-se essencial para sua proteção. Ademais, apenas através da educação digital é possível criar mecanismos de defesa efetivos contra esses ataques. Contudo, lembre-se: nenhuma proteção substitui a atenção e a verificação prévia antes de confirmar qualquer transferência de valores.
Os 7 Tipos Principais de Golpes no Pix
1. Fraude do Pix Errado
Nesta modalidade, o golpista envia um Pix para a vítima e, imediatamente após, alega que cometeu um erro e pede a devolução. A vítima, movida pela empatia e pelo desejo de ajudar, devolve o valor — porém, o criminoso geralmente pede uma quantia maior do que foi inicialmente enviada, aproveitando a confusão do momento.
Por que é perigoso: A vítima acredita estar ajudando e, ao devolver, acaba perdendo dinheiro de verdade, pois a transferência recebida era proveniente de uma conta fraudulenta ou clonada.
2. Fraude com QR Code Falso e Adulterado
Criminosos modificam ou substituem QR Codes legítimos por códigos fraudulentos. Essa prática ocorre tanto em estabelecimentos físicos quanto em sites de e-commerce. Quando o usuário escaneia o código, acredita estar pagando pela compra correta, mas, na realidade, o valor é desviado para a conta do criminoso.
Por que é perigoso? Basicamente, porque a detecção é extremamente difícil, ainda mais se o QR Code falso é plastificado e aplicado sobre o original com discreção.
3. Phishing: Falso Atendimento Bancário
Criminosos se passam por funcionários do banco ou do Banco Central através de ligações, mensagens SMS, WhatsApp ou e-mails. Assim, eles criam um senso de urgência, alegando fraudes na conta ou pendências que necessitam de confirmação via Pix. Logo, o objetivo é extrair dados pessoais ou forçar a transferência.
Por que é perigoso? Embora as instituições financeiras nunca solicitem senhas, PIDs ou dados via esses canais, a vítima, assustada com a urgência, muitas vezes acaba cedendo às pressões psicológicas do momento.
4. Clonagem de WhatsApp e Falso Parente
Este tipo de fraude explora a engenharia social. Então, na prática, o criminoso clona o WhatsApp de um parente próximo (pai, mãe, irmão) usando dados vazados de redes sociais. Em seguida, alega uma situação de emergência — celular danificado, impossibilidade de acessar o banco — e pede empréstimos ou transferências para uma conta controlada por ele.
Por que é perigoso? Isso é preocupante pois pessoas acima de 50 anos concentram 53% das vítimas, contexto em que muitas vezes a urgência emocional supera o senso crítico. Reforçando esse ponto, conforme relatório da ADDP, idosos são particularmente vulneráveis a essas táticas de coação.
5. Aplicativos Bancários Falsos
Nesse tipo de golpe, criminosos criam versões falsas de aplicativos de bancos conhecidos e, assim, os disponibilizam fora das lojas oficiais (Play Store, App Store). Uma vez instalados, esses apps capturam dados de login, senhas e, como resultado, autorizam transferências fraudulentas.
Por que é perigoso: O usuário acredita estar no app legítimo, e por fim, acaba inserindo todos os seus dados de segurança sem desconfiar.
6. Promessas de Investimento Rápido e “Robô do Pix”
Anúncios em redes sociais (especialmente Meta e Big Tech) prometem lucros rápidos, seguros e astronômicos e, como resultado, logo após o pagamento via Pix, o contato desaparece com o dinheiro. Conforme dados de 2025, 85% dessas fraudes iniciam em plataformas da Meta.
Por que é perigoso: O golpe explora o desejo humano de ganho fácil e, sobretudo, a falta de verificação sobre a reputação da empresa.
7. Falsas Compras Online e Lojas Clonadas
Frequentemente, criminosos criam sites clonados de lojas reconhecidas (Shopee, Amazon, Magazine Luiza) com domínios ligeiramente alterados, induzindo assim o erro do consumidor. Eles oferecem produtos com descontos impossíveis e, surpreendentemente, no checkout, a única forma de pagamento disponível é o Pix — o qual é direcionado à conta do fraudador.
Por que é perigoso: Além da perda financeira, o consumidor não recebe o produto e o site desaparece. Portanto, fica extremamente difícil rastrear ou recuperar o dinheiro transferido.
🔐 Proteção Contra Golpes no Pix: Novas Regras do Banco Central
A Resolução BCB 147/2021 e os Aprimoramentos de 2025
O Banco Central tem investido constantemente em segurança. A Resolução BCB 147/2021 representou um marco importante, estabelecendo normas obrigatórias às instituições financeiras. Ademais, entre 2024 e 2025, novas medidas foram implementadas para frear o avanço das fraudes financeiras, incluindo o MED 2.0 (Mecanismo Especial de Devolução aprimorado).
Portanto, compreender essas regras não é apenas educativo — é essencial para entender seus direitos como consumidor e os deveres das instituições bancárias.
As 8 Principais Medidas de Segurança contra Golpes no Pix
1. Limites de Transferência por Período
O Banco Central estabeleceu limites diferenciados conforme o horário para minimizar perdas:
- Período Diurno (6h às 20h): Sem limite mínimo estabelecido pelo BC. Assim, cada banco define o limite com base no perfil do cliente.
- Período Noturno (20h às 6h): Limite padrão de R$ 1.000 para pessoas físicas.
- Pix Saque e Pix Troco: R$ 3.000 durante o dia e R$ 1.000 à noite.
Benefício: A medida reduz significativamente o prejuízo em caso de fraude durante horários de maior vulnerabilidade, notadamente na madrugada, visto que o usuário está menos atento.
2. Bloqueio Cautelar de Transações Suspeitas
Conforme a Resolução BCB 147/2021, as instituições financeiras podem bloquear transações suspeitas por até 72 horas. Logo, durante esse período, a vítima é notificada imediatamente sobre o bloqueio. Em seguida, o banco analisa a operação com critérios rigorosos.
Benefício: Essa ação oferece uma “janela de tempo” crítica com o objetivo de impedir que o dinheiro seja sacado ou transferido para contas de terceiros.
3. Coincidência Cadastral
Uma das medidas mais recentes é exigir que os dados das chaves Pix coincidam com as informações da Receita Federal. Consequentemente, isso dificulta drasticamente a abertura de contas com identidades falsas — visto que essa é a principal estratégia usada por criminosos.
Benefício: Reduz a “cascata de contas” usadas para movimentar dinheiro ilícito.
4. Compartilhamento de Informações Entre Instituições
Quando há suspeita de fraude, o banco marca a chave Pix, CPF/CNPJ e número da conta. Assim, todas as instituições que consultarem essas informações recebem sinais de alerta.
Benefício: Essa medida impede que criminosos abram múltiplas contas em diferentes bancos e, assim, garante que eles não sejam capazes de executar novos roubos.
5. Notificação Obrigatória
A notificação de infrações, que era antes facultativa, passou a ser obrigatória para todas as transações, reforçando significativamente a segurança do sistema. O cliente é informado mesmo que o Pix seja rejeitado por suspeita de fraude.
Benefício: Aumenta a conscientização do cliente sobre atividades fraudulentas envolvendo sua conta.
6. Bloqueio de Chaves Pix Comprometidas
Desde outubro de 2025, o Banco Central bloqueia chaves Pix identificadas como usadas em fraudes. Isso é possível porque a decisão baseia-se em informações prestadas pelas próprias instituições financeiras.
Benefício: Impede que criminosos reutilizem chaves já comprometidas em novos ataques.
7. Responsabilização das Instituições
A Resolução BCB 147/2021 deixou explícito que bancos responsabilizam-se por fraudes decorrentes de falhas em seus mecanismos de gerenciamento de riscos. Conforme o Código de Defesa do Consumidor (CDC) e a Súmula 479 do STJ, instituições financeiras respondem objetivamente por danos.
Benefício: Cria incentivo financeiro para que os bancos invistam em segurança real, não apenas proteção superficial.
8. Mecanismo Especial de Devolução 2.0 (MED 2.0) — O “Botão de Contestação”
Desde agosto de 2025, o MED 2.0 tornou-se 100% digital e com rastreamento além da primeira conta. Assim, acessível pelo próprio aplicativo do banco, a vítima contesta a transação, fazendo com que a informação seja enviada instantaneamente ao banco do criminoso, que bloqueia os recursos. O ponto crucial, no entanto, é que agora o sistema rastreia o dinheiro em múltiplas contas, aumentando drasticamente a chance de recuperação.
Benefício: Taxa de recuperação aumentou significativamente; agora o sistema consegue rastrear “caminhos do dinheiro” em cascata.
🔘 Recuperar Dinheiro com o Botão de Contestação (MED)
Entendendo o Mecanismo Especial de Devolução
O Mecanismo Especial de Devolução (MED), popularmente conhecido como “botão de contestação”, é então a ferramenta mais importante para vítimas de fraudes, roubo ou coerção. Contudo, é essencial compreender que o MED não se aplica a casos de arrependimento, desacordos comerciais ou erros de digitação do próprio usuário.
Portanto, use o MED exclusivamente em situações de fraude comprovadas.
Passo a Passo: Como Acionar o Botão de Contestação
Passo 1: Acesse o Aplicativo do Seu Banco
Primeiramente, abra o aplicativo mobile da instituição financeira onde você possui a chave Pix. Em seguida, navegue até a seção “Pix” ou “Meus Pix”.
Passo 2: Localize a Transação Suspeita
No histórico de transações, procure pela operação que sofreu fraude. Você deve clicar no Pix específico. Conforme instruções do Banco Central, a opção “Contestar Pix”, “Solicitar Devolução (MED)” ou similar será exibida na interface.
Passo 3: Selecione o Motivo
Ao clicar em contestação, o aplicativo solicitará que você selecione o motivo:
- Fraude
- Golpe
- Coerção
Selecione a opção que corresponde à sua situação. Conforme o BC, esta seleção é crucial para direcionamento correto da análise.
Passo 4: Descreva a Situação
Forneça detalhes adicionais sobre o ocorrido. Inclua:
- Como o roubo foi executado
- Comunicações com o criminoso (prints de WhatsApp, e-mails)
- Qualquer evidência de golpes no Pix
Passo 5: Confirme e Acompanhe
Após confirmar, o sistema gera um protocolo de contestação. A informação é enviada instantaneamente ao banco do criminoso, que passa a bloquear recursos na conta fraudulenta.
Conforme o Banco Central, o banco do criminoso tem até 11 dias após a contestação para devolver os valores (a partir de 23 de novembro de 2025, com implementação obrigatória em fevereiro de 2026).
Prazos e Chances de Recuperação
- Prazo para acionar o MED: Até 80 dias após a transação fraudulenta
- Monitoramento da conta do criminoso: Até 90 dias após a reclamação
- Devolução de valores: Até 11 dias após a contestação (conforme novas regras)
- Chance de recuperação: Aumentou com os aprimoramentos MED 2.0 — agora o sistema rastreia “caminhos do dinheiro” em múltiplas contas
Importante: Limitações do MED
⚠️ O banco não é obrigado a usar recursos próprios para ressarcir. Se a conta do criminoso estiver vazia, você recupera apenas o saldo disponível. Por isso, agir nos primeiros minutos é crítico: quanto antes acionado o bloqueio, maior a chance de encontrar dinheiro na conta.
✅ 6 Técnicas Para Evitar Golpes no Pix Antes de Enviar
A Importância da Verificação Prévia
Conforme dados da ADDP, a maioria das fraudes poderia ser evitada com simples verificações prévias. Portanto, antes de confirmar qualquer transferência, dedique alguns segundos extras para validar a chave. Ademais, essa prática é especialmente crítica em operações com desconhecidos ou empresas menos conhecidas.
6 Técnicas Práticas de Verificação
1. Confira o Nome do Destinatário (CRITICAL)
Este é o método mais eficaz. Ao inserir a chave Pix no aplicativo do seu banco, o sistema exibe automaticamente o nome do titular da conta. Verifique se este nome corresponde à pessoa ou empresa a quem você deseja transferir.
O que fazer: Pause antes de confirmar. Leia em voz alta o nome exibido. Se não bater com o esperado, cancele imediatamente a transação.
Por que funciona: Criminosos precisam de contas para receber dinheiro. Essas contas frequentemente estão em nome de terceiros ou de empresas “de fachada”. Se o nome não bater, você evita 95% dos ataques.
2. Use a Simulação de Transferência
Se você desconhece a chave Pix exata, mas tem outro dado da pessoa (CPF, CNPJ, e-mail ou número de celular), execute uma “simulação de transferência”:
Como funciona:
- Acesse o aplicativo do seu banco
- Inicie uma transferência Pix
- Insira o dado disponível (ex: CPF do vendedor)
- O sistema retornará a chave Pix associada e o nome do titular
Se o nome corresponder ao esperado, você pode prosseguir com confiança. Contudo, sempre confirme através de um segundo canal independente — ligue para a pessoa, envie mensagem ou consulte diretamente no site da empresa.
3. Desconfie de Chaves Aleatórias Desconhecidas
A chave aleatória (combinação de 32 dígitos) é extremamente segura para você receber (pois não expõe seus dados). Porém, ao enviar para uma chave aleatória desconhecida, você perde a referência visual de quem está recebendo.
O que fazer: Sempre solicite ao recebedor que confirme verbalmente ou por escrito (em canal verificado) que a chave aleatória que você tem é realmente dele. Evite usar chaves aleatórias para empresas ou pessoas pela primeira vez.
4. Verificação em Redes Sociais e Sites Oficiais
Antes de transferir para uma empresa, verifique o site oficial e as redes sociais oficiais em busca de confirmação de chaves ou avisos sobre fraudes.
Empresas legítimas:
- Listam suas chaves em locais seguros (site, footer, página de pagamentos)
- Possuem selos de segurança, certificados SSL (HTTPS)
- Têm histórico de reviews positivos
Sinais de Alerta:
- Site novo ou com design amador
- Certificado SSL ausente (URL sem “https://”)
- Ofertas impossíveis ou descontos absurdos
- Contato apenas via Pix (sem telefone, CNPJ ou endereço)
5. Pesquise a Chave no Google
Copie e cole a chave Pix de destino (especialmente CPF ou e-mail) no Google. Se a chave estiver associada a fraudes, provavelmente encontrará alertas em fóruns, redes sociais ou sites de reclamações.
Exemplo: “Pix +5511987654321 fraude” ou “Nome_da_Empresa@pix roubo”
Se encontrar múltiplos relatos, não transfira sob hipótese alguma.
6. O Protocolo das “Duas Confirmações em Dez Segundos”
Conforme recomendações da ADDP, antes de confirmar qualquer transferência:
- Primeira confirmação: Verifique o nome do destinatário no aplicativo
- Segunda confirmação (até 10 segundos depois): Ligue ou envie mensagem para a pessoa/empresa perguntando se ela realmente enviou o Pix para você (ou se está aguardando recebimento)
Se há inconsistências entre a resposta e o que você vê no app, cancele imediatamente.
💰 Limites de Pix: Proteção Automática
Entendendo a Arquitetura de Limites
O Pix não possui limite mínimo de transferência. Contudo, para maximizar a segurança, o Banco Central estabeleceu limites máximos variáveis conforme o horário. Portanto, compreender essa arquitetura é fundamental para proteger sua conta.
Tabela: Limites de Transferência Pix por Período
| Categoria | Período Diurno (6h-20h) | Período Noturno (20h-6h) | Observações |
|---|---|---|---|
| Pix Comum (PF para PF) | Sem limite BC estabelecido | R$ 1.000 padrão | Banco define limite diurno |
| Pix Saque | R$ 3.000 | R$ 1.000 | Retirada em caixa eletrônico |
| Pix Troco | R$ 3.000 | R$ 1.000 | Compra com saque integrado |
| Limite Máximo de Ajuste | Sem limite superior | Ajustável sob solicitação | Aprovação em até 48h |
Como Personalizar Seus Limites
1. Acesse as Configurações de Limite no App
Abra o aplicativo da sua instituição e navegue até “Pix” > “Meus Limites” ou “Configurações de Segurança”. Cada banco nomeará de forma ligeiramente diferente, mas a função existe em todas as instituições.
2. Defina Limites Personalizados
Você pode estabelecer limites menores que o padrão para aumentar segurança:
- Limite diurno customizado (ex: R$ 5.000 diários)
- Limite noturno customizado (ex: R$ 500)
- Contatos permitidos com limites especiais
3. Crie Categorias de Contatos
Muitos bancos permitem que você defina limites diferenciados por contato:
- Chefe/Empresa: limite alto
- Amigos: limite médio
- Desconhecidos: limite baixo
4. Horário Noturno Personalizável
Você pode mudar o início do período noturno de 20h para 22h (conforme Resolução BCB). A alteração é aprovada em até 24 horas.
Por Que os Limites Importam
Os limites funcionam como uma camada de proteção comportamental. Conforme pesquisas de segurança, criminosos tentam transferências de valores altos rapidamente (madrugada, fim de semana) para dificultar o rastreamento. Ao estabelecer limites, você força o criminoso a executar múltiplas transferências — aumentando a chance de detecção e bloqueio.
🚨 Se Você Caiu em Golpes no Pix: 4 Fases de Ação
A Ação nos Primeiros Minutos é Crítica
Conforme especialistas em fraudes, os primeiros 10 a 15 minutos são decisivos. Neste período curto, o dinheiro ainda está na conta do criminoso — após, é transferido em cascata para múltiplas contas e fica praticamente irrecuperável. Portanto, leia este guia e prepare-se para agir com velocidade.
Fase 1: Ação Imediata (Primeiros 15 Minutos)
Passo 1: Bloqueie Seu Acesso Bancário
Se a fraude envolveu clonagem de WhatsApp, falsificação de identidade ou roubo de celular:
- Ligue para o banco (número no verso do cartão)
- Peça bloqueio preventivo da sua conta contra fraudes futuras
- Solicite ativação de autenticação de dois fatores em todos os acessos
Passo 2: Acione o MED (Botão de Contestação)
Este é o passo mais importante.
- Abra o aplicativo do seu banco
- Localize a transferência fraudulenta no histórico
- Clique em “Contestar Pix” ou “Solicitar Devolução (MED)”
- Selecione o motivo: “Fraude”
- Descreva brevemente o ocorrido
- Confirme
O sistema enviará a contestação ao banco do criminoso instantaneamente, iniciando assim o bloqueio de recursos.
Passo 3: Registre um Boletim de Ocorrência
Acesse:
- Portal da Delegacia Eletrônica do seu estado (Priorize o canal online para agilidade)
- Ou presencialmente em uma delegacia próxima
Informações a fornecer:
- CPF/CNPJ da vítima
- Data, hora e valor da transação
- Chave Pix de destino (se disponível)
- Descrição detalhada do crime
- Protocolo do atendimento do banco (se obtido)
Importante: Guarde o número do B.O. — uma vez que ele será necessário para recuperação de fundos e ações legais futuras.
Fase 2: Documentação Detalhada (1ª a 24 Horas)
Passo 4: Monte Um “Dossiê de Provas”
Reúna toda evidência relacionada à fraude. Isto inclui:
Documentos Digitais:
- Comprovante de transação Pix (extrato do banco)
- Extratos bancários dos últimos 90 dias
- Screenshots de conversas no WhatsApp, e-mail ou SMS
- Prints de anúncios falsos (se aplicável)
- Cópia do B.O. eletrônico
Além destes, reúna os Documentos Físicos:
- Comprovante de renda
- Carteira de identidade (cópia)
Por fim, organize em pasta digital (Dropbox, Google Drive) com nomes descritivos dos arquivos.
Passo 5: Notifique Formalmente os Bancos
Envie e-mail formal para as ouvidorias do seu banco e do banco recebedor:
Conteúdo Recomendado:
- Data, hora e valor da transação
- Chave Pix de destino
- Número do B.O.
- Descrição clara: “Solicito acionamento de MED conforme Resolução BCB nº 147/2021“
- Anexar prints do dossiê de provas
Endereços de Ouvidoria:
- Geralmente disponíveis nos sites dos bancos
- Formato típico:
ouvidoria@seubanco.com.br
Fase 3: Acompanhamento Estratégico (Semanas 1-4)
Passo 6: Acompanhe o Processo de Devolução
- Dia 1-7: Banco do criminoso analisa contestação
- Dia 8-11: Devolução iniciada se valores disponíveis
- Dia 12-15: Confirmação de devolução ou não
Você receberá notificações ao longo do processo. Caso não receba em 7 dias, ligue para seu banco e solicite atualização com protocolo específico.
Passo 7: Acompanhamento no Banco Central
Registre reclamação formal no Portal do Banco Central:
- Acesse:
www.bcb.gov.br> “Reclamações” - Preencha formulário detalhado
- Anexe cópia do B.O. e dossiê de provas
- Prazo: Até 90 dias após a fraude
Esta reclamação:
- Gera protocolo oficial
- Pressiona banco a priorizar devolução
- Cria registro para futuras ações judiciais
Fase 4: Ações Legais (Semanas 3-8)
Passo 8: Considere Orientação Jurídica
Se o valor for significativo (acima de R$ 2.000) e o MED não resultar em devolução:
- Consulte advogado especializado em Direito Bancário ou Fraudes Digitais
- Isso porque a ação deve basear-se na Súmula 479/STJ: “Instituições financeiras respondem objetivamente por danos de fraudes”
- Portanto, o Banco pode ser responsabilizado por falhas em mecanismos de segurança
✨ Checklist de Segurança: 9 Verificações Antes de Cada Transferência
Imprima, salve ou compartilhe este checklist. Use-o antes de CADA transferência Pix:
☑️ Checklist Pré-Transferência
- [ ] Verifique o nome do destinatário no aplicativo. Leia em voz alta.
- [ ] Confirme o valor digitado está correto.
- [ ] Consulte a chave Pix através de simulação, se desconhecer.
- [ ] Pesquise a chave no Google para avisos de fraude.
- [ ] Verifique o horário: se é pós 20h e valor > R$ 1.000, confirme sua intenção.
- [ ] Desconfie de urgências artificiais — pressões por “confirmar agora”.
- [ ] Use chave aleatória, se disponível, para aumentar segurança.
- [ ] Ative autenticação de 2 fatores no seu banco (se não ativada).
- [ ] Após confirmar, monitore sua conta nos próximos minutos para garantir crédito correto.
🛡️ 6 Boas Práticas Imediatas Para Proteger Sua Conta Pix
Além de verificações prévias, implemente estas práticas contínuas:
1. Use Chaves Aleatórias (Pix Anônimo)
O que é: Combinação de 32 dígitos gerada automaticamente pelo banco, não vinculada a CPF, celular ou e-mail.
Benefício: Não expõe dados pessoais. Consequentemente, reduz drasticamente o risco de engenharia social e phishing.
Como fazer: App do banco > “Pix” > “Minhas Chaves” > “Adicionar Nova Chave” > “Chave Aleatória”
2. Ative Autenticação em Dois Fatores (2FA)
O que é: Exige confirmação em dois locais/dispositivos para acessar a conta ou autorizar transferências.
Benefício: Impede que criminosos acessem sua conta mesmo com senha comprometida.
Onde ativar: Segurança > Autenticação em Dois Fatores (app do banco ou internet banking)
3. Monitore Seu Extrato Regularmente
Frequência: Diariamente, se possível. No mínimo, 3x por semana.
O que procurar:
- Pix que você não realizou
- Transações de valores pequenos (teste de fraude)
- Chaves desconhecidas cadastradas em seu nome
Ação: Se detectar anomalia, contacte banco imediatamente.
4. Nunca Clique em Links Suspeitos
Regra de Ouro: Se veio por e-mail, SMS, WhatsApp ou rede social E pede dados bancários → trata-se de phishing, não clique
Alternativa: Acesse sites de bancos/empresas digitando a URL manualmente na barra de endereços ou através de atalhos salvos em sua tela inicial.
5. Configure Limites Customizados
Reduza limites noturnos para R$ 100-500. Além disso, estabeleça limite diurno moderado (ex: R$ 5.000) em vez de ilimitado.
Benefício: Limita exposição máxima em caso de comprometimento.
6. Compartilhe Senha Apenas com Você Mesmo
Nunca compartilhe:
- Senhas
- PIDs (Código de Segurança)
- Números de cartão
- Chaves aleatórias (com desconhecidos)
Mesmo com:
- “Funcionários de banco”
- Amigos próximos
- Familiares (em situações suspeitas)
🎓 Educação Contínua: Mantenha-se Atualizado e evite Golpes no Pix
Recursos Recomendados
- Banco Central: Avisos e resoluções oficiais
- ADDP: Relatórios trimestrais sobre fraudes
- Reclame AQUI: www.reclameaqui.com.br (experiências de consumidores)
📌 Conclusão: Golpes no Pix, Segurança é Responsabilidade Compartilhada
O Brasil registrou 28 milhões de fraudes envolvendo Pix entre janeiro e setembro de 2025. Apesar disso, as estatísticas também revelam uma verdade importante: a maioria desses casos poderia ser evitada com educação e verificações simples.
Como evitar fraudes Pix em 2025 não é uma resposta única, mas uma combinação de 6 práticas essenciais:
- Verificar dados do destinatário antes de confirmar transferência
- Compreender as regras de segurança do Banco Central
- Saber usar o MED (botão de contestação) em casos de fraude
- Validar chaves Pix através de múltiplos canais antes de transferir
- Respeitar os limites de transferência como proteção
- Agir rapidamente nos primeiros minutos se cair em fraude
Portanto, tome as ações agora:
- Configure limites customizados
- Ative autenticação em 2 fatores
- Crie chaves aleatórias
- Monitore seu extrato regularmente
Sua tranquilidade financeira depende dessa disciplina constante.
💬 Não Fique Sozinho — Procure Ajuda Profissional se sofrer Golpes no Pix
Se você sofreu uma fraude significativa, consulte:
- Advogado especializado em fraudes digitais (para ações judiciais)
- Polícia Civil (para investigação)
- Banco Central (para reclamações formais)
- Promotoria de Justiça (para denúncia criminal)
📞 O que fazer agora para evitar Golpes no Pix
Proteja Seu Dinheiro Agora: Configure Seus Limites Pix em 5 Minutos
Não espere cair em fraude para agir. Abra seu app bancário agora mesmo e:
- Ative autenticação em 2 fatores
- Crie uma chave aleatória
- Configure limite noturno para R$ 500
- Salve este checklist de segurança
Compartilhe este guia com sua família, especialmente idosos. Conforme dados, pessoas acima de 50 anos representam 53% das vítimas — sua orientação pode proteger vidas financeiras.
📚 Referências e Fontes sobre Golpes no Pix
Este artigo foi elaborado com base em dados oficiais de:
- Banco Central do Brasil (Resolução BCB 147/2021, Resolução de Agosto 2025)
- Associação de Defesa de Dados Pessoais e do Consumidor (ADDP) — Relatório Fraudes Pix 2025
- FEBRABAN (Federação Brasileira de Bancos)
- Código de Defesa do Consumidor (CDC)
- Súmula 479 do Superior Tribunal de Justiça (STJ)
- Aproveite para ler: Pix Automático: O Que Muda a Partir de Junho de 2025
Última atualização: 22 de Novembro de 2025

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